13 de agosto de 2010

Últimos dias de férias, últimos dias de vida [Ou do desespero que é voltar à univerdade]


Merda, segunda feira voltam minhas aulas. 

A linha acima denota todo meu apreço pela minha faculdade, não ?
Não que eu não goste do meu curso [A saber: Graduação em História]. Muito pelo contrário!
Eu amo estudar e pesquisar e quem me conhece mais de perto [tão poucos, tão poucos...] já deve ter visto um daqueles momentos em que eu fico divagando sobre a escravidão negra, a pós-modernidade ou a teoria do espetáculo.
Afinal, eu sempre fui pirado por estudar história, desde moleque. Naquela época, eu achava super foda conhecer como nossos hábitos cotidianos, atitudes-e-ou-valores não são simplesmente dados, mas entender como o que hoje nos achamos natural ou comum foi se desenvolvendo historicamente; entender como esse tipo de coisas se tornam padrões de comportamento.

Lá pelo meio da minha adolescência, eu decidi fazer dessa minha paixão, minha vida. Decidi fazer vestibular para História [Embora eu tenha que confessar que também lá-pelo-meio-da-minha-adolescência descobri também outra paixão (Além da Luana, claro): a Filosofia. Mas vou deixar pra falar isso em outro post).
Como bom vagabundo e vadio, que só queria saber de beber ou passar horas atirando na cabeça de nazistas [Entenda-se: Jogar alguma das muitas versões de Medal of Honor], passei logo de primeira. Êta sorte de principiante.

Pronto, daí em diante minha vidinha devia ser um mar de flores, né ? Afinal, eu simplesmente passaria quatro (eu disse quatro!!!) anos estudando aquela que não só era minha disciplina favorita na escola [Mathematics... I hate her] como também a única que conseguia embelezar meu histórico. O que mais eu poderia pedir querer da vida ? [Um toca-discos novo, but whatever... ]
Mas nem tudo nessa vida são flores, pequeno gafanhoto.

O que sempre me atraiu na História, é aquilo que eu chamo compromentimento social, que é a possibilidade de, a partir da compreensão histórica do desenvolvimento da economia, da política e da cultura, de poder intervir no aqui e agora, poder intervir no mundo de alguma forma, fazendo o meu tantinho pra transformar essa joça de lugar, em alguma coisa melhor.

Isso até entrar na Universidade e descobrir que ela é uma grande destruidora de sonhos e que seus professores adoram rir, pisar, cuspir, vomitar e cagar naquilo que tu acreditas.



"Quer mudar o mundo ? Deixa disso, champs. O papo é ser pós-doutor (Y)"


Não que hoje eu não acredite mais nessas coisas. Muito pelo contrário, talvez acredite ainda mais.
Aturar meus professorxs-doutorxs falando sobre suas pesquisas inutilíssimas e sobre seus livros-que-ninguem-lê, em larga medida, apenas serviram para reafirmar minhas crenças de que eu posso sim, ser um a gente de transformação sócio-histórica. Se eles não enxergam isso, foda-se.


Um comentário:

  1. Bravoo!

    Ê mano, o papo é ser doutor e pisar nos bostas que não publicam, falows?

    PS.:Eu te amo!

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