21 de setembro de 2010

Reavivando o blog [Ou da correria do mês de setembro]

Hallo querid@s amig@s,

desta vez passo por aqui rapidamente apenas para avisar que não abandonei meu querido blog.
Esse mês de setembro foi provavelmente o mais agitado da minha vida. Eu que jamais havia atravessado as vastas terras calorentas deste Grão-Pará di meu deux, tive a felicidade de fazer duas viagens:
Uma para as terras áridas, tórridas e não-sei-porque tão familiares do nordeste [aka: Fortaleza-CE, macho!] e outra para as terras frias, gélidas e deverasmente-estranhas do sul [aka: Porto Alegre-RS, tchê !]  

Ao todo, dos 21 dias desse mês, passei 17 fora de casa e cada viagem em particular rende uma série de posts, então estou aqui rachando minha cuca em como organizar e fazer a coisa toda.
Quando estava em Fortaleza, esbocei um diariozinho de viagem mas como bom preguiçoso, não tive pique para escrever todo dia [ainda mais dividindo um alojamento com pelo menos uma dúzia de estudantes universiotários bêbados-junkies-maconheiros (e pelo menos mais uma dezena de pessoas muy simpáticas)] então o bagulho vai seguir no modelo Memórias mesmo. Vamos só ver no que vai dar a presepada.
Só as peripécias pra tomar banho-e-cagar renderiam um livro.

Já em Porto Alegre, sequer me animei em rascunhar alguma coisa, então o negócio vai seguir o modelo descrito acima.
Dessa vez os banheiros eram limpos, o que provavelmente vai deixar a narrativa bem menos engraçada e aventuresca.

Enfim amegueeeeeeenh@s, nos vemos nos próximos posts!

Tschüs !

31 de agosto de 2010

13 de agosto de 2010

Últimos dias de férias, últimos dias de vida [Ou do desespero que é voltar à univerdade]


Merda, segunda feira voltam minhas aulas. 

A linha acima denota todo meu apreço pela minha faculdade, não ?
Não que eu não goste do meu curso [A saber: Graduação em História]. Muito pelo contrário!
Eu amo estudar e pesquisar e quem me conhece mais de perto [tão poucos, tão poucos...] já deve ter visto um daqueles momentos em que eu fico divagando sobre a escravidão negra, a pós-modernidade ou a teoria do espetáculo.
Afinal, eu sempre fui pirado por estudar história, desde moleque. Naquela época, eu achava super foda conhecer como nossos hábitos cotidianos, atitudes-e-ou-valores não são simplesmente dados, mas entender como o que hoje nos achamos natural ou comum foi se desenvolvendo historicamente; entender como esse tipo de coisas se tornam padrões de comportamento.

Lá pelo meio da minha adolescência, eu decidi fazer dessa minha paixão, minha vida. Decidi fazer vestibular para História [Embora eu tenha que confessar que também lá-pelo-meio-da-minha-adolescência descobri também outra paixão (Além da Luana, claro): a Filosofia. Mas vou deixar pra falar isso em outro post).
Como bom vagabundo e vadio, que só queria saber de beber ou passar horas atirando na cabeça de nazistas [Entenda-se: Jogar alguma das muitas versões de Medal of Honor], passei logo de primeira. Êta sorte de principiante.

Pronto, daí em diante minha vidinha devia ser um mar de flores, né ? Afinal, eu simplesmente passaria quatro (eu disse quatro!!!) anos estudando aquela que não só era minha disciplina favorita na escola [Mathematics... I hate her] como também a única que conseguia embelezar meu histórico. O que mais eu poderia pedir querer da vida ? [Um toca-discos novo, but whatever... ]
Mas nem tudo nessa vida são flores, pequeno gafanhoto.

O que sempre me atraiu na História, é aquilo que eu chamo compromentimento social, que é a possibilidade de, a partir da compreensão histórica do desenvolvimento da economia, da política e da cultura, de poder intervir no aqui e agora, poder intervir no mundo de alguma forma, fazendo o meu tantinho pra transformar essa joça de lugar, em alguma coisa melhor.

Isso até entrar na Universidade e descobrir que ela é uma grande destruidora de sonhos e que seus professores adoram rir, pisar, cuspir, vomitar e cagar naquilo que tu acreditas.



"Quer mudar o mundo ? Deixa disso, champs. O papo é ser pós-doutor (Y)"


Não que hoje eu não acredite mais nessas coisas. Muito pelo contrário, talvez acredite ainda mais.
Aturar meus professorxs-doutorxs falando sobre suas pesquisas inutilíssimas e sobre seus livros-que-ninguem-lê, em larga medida, apenas serviram para reafirmar minhas crenças de que eu posso sim, ser um a gente de transformação sócio-histórica. Se eles não enxergam isso, foda-se.


5 de agosto de 2010

Festival Terrtórios de Teatro

E por falar em Teatro, se liguem na programação do festival




Festival Territórios de Teatro - Programação:

Dia 08
Teatro Universitário Cláudio Barradas -10h - PÁSSARO TUCANO
Casarão do Bonecos - 20H - MORGUE INSANO AND COOL

Dia 09
Anfiteatro da Praça da República – 19h30 - O MÃO DE VACA
Teatro Cuíra - 21h – ABRAÇO
Teatro da Fundação Curro Velho – 19h – UMA FLOR PARA LINDA FLORA

Dia 10
Casarão dos Bonecos – 19h - SIRÊNIOS
Anfiteatro da Praça da República – 19h30 - CONTOS DA FLORESTA
Teatro Cuíra - 21h – IRACEMA VOA

Dia 11
Casarão do Bonecos – 19h - O CONTO Q EU VIM CONTAR
Anfiteatro da Praça da República – 19h30 - PERIFÉERICO
Teatro Cuíra - 21h – ÚTERO

Dia 12
Teatro Cuíra - 21h - SEM FLOR, SEM PERFUME, SEM MARGARIDA
Teatro da Fundação Curro Velho – 19h-RETALHOS DE HOLANDA
Teatro Porão Cultural da Unipop - 20h - A MULHER MACACO
Teatro Universitário Cláudio Barradas – 21h – CORPO SANTO

Dia 13
Teatro da Fundação Curro Velho – 19h - ÁGUAS DE MARIANA
A Casa da Atriz – 19h – A TROCA...

Dia 14
Praça Ver-o-rio 17h – Grupo de Experimentação Teatro Miniatura
Memorial dos Povos Indígenas – 19h – 6 MESES AQUI
Teatro da Fundação Curro Velho – 19 - QUEM TEM RISO VAI A LONA
Teatro Universitário Cláudio Barradas – 21h – FROZEN

Dia 15
Teatro Universitário Cláudio Barradas – 18h – DONS DE QUIXOTE
Teatro Maria Sylvia Nunes - 21h - IN BETWEEN

*Os espetáculos apresentados em locais fechados terão como ingressos a doação de 1 Kg de alimento não perecível, que serão doados à instituição PARAVIDDA



Uma outra vida

Faz pouco tempo, descobri o Teatro.
E de uma forma bem repentina, inesperada e até meio impulsiva.
Acho que até esse ano, eu jamais havia ido a um espetaculo sequer, à excessão desses apresentados em alguma praça ou ainda os famosos (e tosquíssimos) teatrinhos de escola.
Esse foi meu contato com o Teatro nessas minhas, não muito longevas, two decades of agression, para parodiar o Slayer.

Mas enfim, deixa contar como a coisa aconteceu.
Eu sempre fui MEGA chegado em cinema. Um bom pedaço dessas minhas, não muito longevas, two decades of agression, passei sentado nas poltronas do Cine Líbero Luxardo. Àlias, sou do tempo que aquelas poltronas eram confortáveis.
Me chamava a atenção toda aquela habilidade de conseguir chorar, gritar, de ser outra pessoa, de vivenciar o personagem, são umas coisas muito loucas que eu sempre achei foda. O cinema foi meio primeiro foi despertando minha curiosidade com essas artes, digamos, corporais.

Como jovem tímido, lacônico e maroto sempre fui meio fascinado com a capacidade de usar o corpo como uma ferramenta de expressão: de ser mais um meio de expressão, mais uma forma de poder falar alguma coisa, expor meus questionamentos, de propor e dialogar com os outros usando algo muito além de palavras, mas meu próprio corpo.

O Teatro tem sido um maravilhoso exercício de auto-descoberta e está me levando a conhecer outras coisas como a dança contemporânea, que é algo que ainda não me arrisquei, mas que a cada dia me deixa mais e mais curioso.

Quem sabe nos próximos posts...